
Reli e gostei bastante do conceito. Penso que precisamos de mais optimismo na educação. É difícil, mas é possível termos um espírito mais positivo, que certamente influenciará não só as nossas práticas, mas também o contacto com colegas e educandos. As palavras-chave (e muito positivas) ficam destacadas.
O Educador Optimista é aquele que:
- por melhor que seja pode sempre
melhorar;
- acredita que a
mudança é possível em qualquer momento da carreira profissional e da vida;
- sabe que a forma como olha, interpreta e sente a realidade determina em muito essa mesma realidade;
- em Portugal vai contra a cultura do desânimo e da crítica;
- olha para o
futuro, mais do que para o passado;
- acredita que "o destino não está marcado";
- acredita que pode - e deve - transformar
sonhos em realidades;
- se conhece bem e que sabe o que faz e porque o faz; é por isso que transforma cada acto educativo numa tomada de decisão bem aliçercada;
- "pensa positivo", vendo o
melhor e esperando o melhor;
- sabe que os insucessos podem ser experiências de
aprendizagem óptimas;
-
gosta de si, se aprecia e se auto-elogia;
- atenta na
construção da imagem positiva dos seus educandos e se assegura que eles acreditam nas suas
potencialidades,
valorizando-os permanentemente,
aceitando-os nas suas insuficiências e perdoando-os nas suas imperfeições;
- sabe que os outros têm sempre boas razões para se comportarem como se comportam, e que mesmo nas pessoas ou situações mais difíceis é possível ver
talentos e
excelências;
- sabe que as melhorias têm que começar por si próprio;
- sabe
comunicar com eficácia, ouvindo-se interiormente e
ouvindo mais do que falando,
respeitando mais do que impondo;
- sabe
transformar problemas em
desafios e limitações em
energia geradora de
soluções;
- transmite e vivencia, com o corpo e as palavras,
alegria,
felicidade e
entusiasmo.
Adaptado de Marujo, H., Neto, L. & Perloiro, M. (2004).
Educar para o Optimismo. Lisboa: Editorial Presença.