16.5.09

Histórias de vida

Hoje comemora-se o Dia Internacional de Histórias de Vida. Um dia com um significado especial para quem trabalha diariamente com a valorização da vida das pessoas comuns, anónimas, mas que constituem a identidade do nosso país e que constroem, com o seu esforço, a sua História. E devo dizer que uma das coisas mais valiosas que me fica desta experiência profissional é, precisamente, ter aprendido a valorizar cada pessoa, cada história de vida, como se fosse a mais importante do mundo. Porque o é, de facto. Para a pessoa e para as que a rodeiam, é a história e a vida mais importante. E recordo-me daquelas que já li, que já me contaram, das pessoas que amo e me rodeiam, penso na minha própria história de vida. É, sem dúvida, fundamental que se respeitem e se dignifiquem as histórias de vida, como está a ser feito hoje com esta série de iniciativas.
Um dia e uma memória a repetir todos os dias da nossa história de vida!

26.4.09

Sentidos

E não me deixará perder o sentido da minha vida - concluiu com as suas próprias palavras.

Certa tarde, voltou para casa mais cedo do que os costume, e encontrou a viúva sentada na soleira da porta.
- O que está a fazer?
- Nada tenho que fazer - respondeu ela.
- Então aprenda algo. Neste momento, muitas pessoas já desistiram de viver. Não se aborrecem, não choram, esperam apenas que o tempo passe. Não aceitaram os desafios da vida, e a vida já não as desafia mais. A senhora também corre esse perigo; reaja, enfrenta a vida, mas não desista.
- A minha vida voltou a ter um sentido - disse ela, olhando para baixo - desde que o senhor chegou.
Elias resolveu interromper imediatamente a conversa, porque não sabia como continuá-la.
- Comece a fazer alguma coisa - disse, mudando de assunto. - Assim o tempo será um aliado, e não um inimigo.
- O que posso aprender?
Elias pensou um pouco.
- A escrita de Biblos. Será útil, se tiver que viajar um dia.
A mulher resolveu dedicar-se àquele estudo de corpo e alma. Jamais pensara em sair de Akbar mas - pelo modo como ele falara - talvez estivesse a pensar lavá-la com ele.
Sentiu-se livre novamente. Novamente, acordou de madrugada, e caminhou sorrindo pelas ruas da cidade.


Paulo Coelho, in O Monte Cinco

Este pequeno texto faz-me sempre recordar as diferentes motivações que tem quem decide fazer um processo de reconhecimento de competências. E lembro-me, sobretudo, de um senhor que acompanho, que é, simplesmente, excepcional. Durante algum tempo, como Profissional, tive receio que o processo não estivesse a ser minimamente interessante para este senhor. Para além de centenas de horas de formação em que foi investindo ao longo da sua vida, é um autodidacta, que se interessa por diversas áreas, como astronomia, física, literatura, história, arte, entre muitas outras. Conta-me imensas histórias, ensina-me, sinto-o e trato-o quase como um professor, um mestre, daqueles que às vezes pensamos que já não existem. E, por tudo isto, tinha medo que o processo estivesse a ser monótono, desinteressante, sem nada de aliciante. Mas qual não foi o meu espanto quando, um dia, este senhor me diz: "vir fazer o RVCC foi a melhor coisa que me podia ter acontecido!". A minha surpresa e curiosidade foram grandes, e procurei saber porquê. "Porque eu sempre estudei e pesquisei muito, mas agora tudo o que procuro saber e recordar tem um objectivo". Fiquei a reflectir e a pensar que, de facto, há diferentes motivações para realizar este processo, e ter um objectivo, encontrar um sentido para a sua vida pode ser uma delas. Algo que parece tão simples, mas que é de facto tão importante e que pode fazer tanta diferença no dia-a-dia!

17.4.09

Mapa Mental

"Um Mapa Mental é uma técnica gráfica poderosa que fornece uma chave universal para desbloquear o potencial do cérebro. Compreende a série completa de competências corticais - palavra, imagem, número, lógica, ritmo, cor e consciência espacial - num único modo poderoso. Ao fazê-lo, dá-lhe a liberdade de se movimentar através das infinitas expansões do seu cérebro. O Mapa Mental pode ser aplicado a todos os aspectos da vida em que o desenvolvimento da aprendizagem e as ideias claras melhoram o desempenho humano."

Vantagens da utilização de um Mapa Mental:
  • Fornece uma visão de conjunto sobre um vasto assunto;
  • Recolhe vastas quantidades de dados;
  • Encoraja a resolução de problemas, mostrando caminhos novos e criativos;
  • É agradável ao olhar, o que facilita a memorização;
  • Atrai e prende a atenção do cérebro;
  • Permite ver o todo e os pormenores ao mesmo tempo;
  • Facilita a aplicação do conhecimento, por ser uma representação mais próxima da que é utilizada mentalmente;
  • Estimula a liberdade de pensamento e consequentemente a criatividade, porque o brainstorming é parte da cultura dos mapas mentais;
  • entre muitas outras.

Os Mapas Mentais são um excelente recurso porque tornam a aprendizagem, o trabalho e o conhecimento mais agradáveis e estimulantes.

Bibliografia: Hare, K. e Reynolds, L. (2003). 51 Instrumentos para Transformar a Formação. Lisboa: Monitor.

Actualmente, há software específico e muito fácil de utilizar para a realização de Mapas Mentais, fica apenas uma sugestão.

9.4.09

Desejo a todos uma...

Encontro "Mudança Positiva"

A Rede Social de Coimbra e a Associação Portuguesa de Estudos e Intervenção em Psicologia Positiva vão organizar no próximo dia 27 de Maio um Seminário com o tema "Mudança Positiva: Comunidade(s) a Construir Felicidade(s)". Fica o programa e a certeza de que será um dia bastante diferente do convencional e com reflexos na nossa vida, não só profissional, mas também pessoal. Um evento a não perder!

EncontroPsicologiaPositiva EncontroPsicologiaPositiva Mafalda Branco

29.3.09

Optimismo na Educação

Reli e gostei bastante do conceito. Penso que precisamos de mais optimismo na educação. É difícil, mas é possível termos um espírito mais positivo, que certamente influenciará não só as nossas práticas, mas também o contacto com colegas e educandos. As palavras-chave (e muito positivas) ficam destacadas.

O Educador Optimista é aquele que:

- por melhor que seja pode sempre melhorar;
- acredita que a mudança é possível em qualquer momento da carreira profissional e da vida;
- sabe que a forma como olha, interpreta e sente a realidade determina em muito essa mesma realidade;
- em Portugal vai contra a cultura do desânimo e da crítica;
- olha para o futuro, mais do que para o passado;
- acredita que "o destino não está marcado";
- acredita que pode - e deve - transformar sonhos em realidades;
- se conhece bem e que sabe o que faz e porque o faz; é por isso que transforma cada acto educativo numa tomada de decisão bem aliçercada;
- "pensa positivo", vendo o melhor e esperando o melhor;
- sabe que os insucessos podem ser experiências de aprendizagem óptimas;
- gosta de si, se aprecia e se auto-elogia;
- atenta na construção da imagem positiva dos seus educandos e se assegura que eles acreditam nas suas potencialidades, valorizando-os permanentemente, aceitando-os nas suas insuficiências e perdoando-os nas suas imperfeições;
- sabe que os outros têm sempre boas razões para se comportarem como se comportam, e que mesmo nas pessoas ou situações mais difíceis é possível ver talentos e excelências;
- sabe que as melhorias têm que começar por si próprio;
- sabe comunicar com eficácia, ouvindo-se interiormente e ouvindo mais do que falando, respeitando mais do que impondo;
- sabe transformar problemas em desafios e limitações em energia geradora de soluções;
- transmite e vivencia, com o corpo e as palavras, alegria, felicidade e entusiasmo.

Adaptado de Marujo, H., Neto, L. & Perloiro, M. (2004). Educar para o Optimismo. Lisboa: Editorial Presença.