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25.1.09

Dar o nosso melhor

Hoje deixo este poema para reflectir... Nem sempre podemos ser ou fazer aquilo que queremos, por diversos motivos, mas o importante é tentarmos dar o nosso melhor no que estivermos a fazer.

Uma inspiração para uma nova semana que agora começa.


Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.


Pablo Neruda

20.1.09

Literacia emocional

"À capacidade de ler os afectos nos outros chamamos literacia emocional, e devia ser uma capacidade tão presente e desenvolvida em cada um de nós como a de ler, escrever e contar. (...) Hoje, grande parte dos problemas que enfrentamos têm como base uma profunda literacia emocional, isto é, uma incapacidade de ler e respeitar o mundo emocional dos outros... A causa? A incapacidade de muitos adultos de se lerem a eles próprios em sociedades que investem profundamente no exterior esquecendo o interior, desprezam os sentimentos achando-os um entrave ao pensamento (quando são a sua base), não compreendem as ligações da parte física à psíquica, ignoram a importância do bem-estar individual para o social e não criam espaços de aprendizagem e trabalho saudáveis e criativos."
Pedro Strecht. (2004). Quero-te Muito. Crónicas para Pais sobre Filhos. Lisboa: Assírio & Alvim.

A "literacia emocional" de que Pedro Strecht nos fala faz-me pensar em muitas situações, em muitos contextos. Mas neste momento faz-me sobretudo pensar na importância da literacia emocional no trabalho com adultos, seja em formação, em processos RVCC ou outros. Ter a capacidade de "ler" os afectos, os sentimentos, as emoções, ser humano, estar com e para. E o que digo não tem nada a ver com o "psicologizar" estes processos (embora essa seja uma tentação e um risco, sobretudo de quem vem da área de Psicologia), mas apenas com o "humanizar". Ouço falar de números, de centenas, de milhares... é algo que me faz muita confusão. Quem fala das pessoas que estão por detrás dos números?... Nós trabalhamos com pessoas, com seres humanos! Era importante que se pensasse mais nisso... nas pessoas, só por si. Era importante aprender a ler... afectos, emoções e sentimentos... para lá dos números...

18.1.09

A linha da vida

O Balanço de Competências contempla não só uma viagem ao passado, mas também uma viagem ao interior de si próprio. Essa viagem continua no tempo actual e é projectada para o futuro, sem nunca esquecer de vista as competências, mas também sem esquecer aquilo que é a pessoa, o que fez, em que contextos se moveu, o que contribuiu para o rumo que a sua vida tomou, o que pode mudar para (re)formular o projecto.

"Exigente, equilibrada e diversificada, a história de vida construída rejeita, em termos teóricos, ser só cognitivista (enfatizando o escolar), como também enjeita a perspectiva predominantemente psicologista (centrada quase só na personalidade e descurando as competências)."
Nogueira, I. (2002). Projecto EFA. In Silva, I., Leitão, J., Trigo, M., Educação e Formação de Adultos: Factor de Desenvolvimento, Inovação e Competitividade. ANEFA, pp. 77-83.

A viagem de cada pessoa que aceita o desafio de realizar um balanço de competências acontece através daquilo a que podemos chamar a "linha da vida"...