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1.5.10

Contemfesta 2010

O CONTEMFESTA 2010, Festa de Contadores, Narradores e Narrativas, tem lugar no Porto, no pátio interior e edifícios da ACE/Teatro do Bolhão, nos dias 14 e 15 de Maio.

CONTEMFESTA tem sessões de grandes mestres narradores, instalações vídeo, exposições de gravura, mostra/feira de livros de cordel, lançamento/apresentação de novas publicações e um ambiente de festa onde se pode vaguear, ver, comer e beber ao ar livre...

Para conhecer o programa e se deixar contagiar pela magia: Memoriamedia

Afinal...


...onde está a chave para a aprendizagem?...

28.4.10

Aprendizagens


Apesar da rotina que se instala nos dias, não deixo de me impressionar com a capacidade que o ser humano tem de dar a volta à vida, de recomeçar, de lutar, de conseguir mudar e transformar dias negros em arco-íris. Essa é a maior aprendizagem que retiro da minha experiência em Educação de Adultos: todos nós, em qualquer fase da nossa vida, e mediante as piores circunstâncias, temos os recursos de que necessitamos para dar um novo rumo à nossa vida.

12.1.10


"O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade."

Agostinho da Silva

A Outra Margem

Esta música é, simplesmente, um poema maravilhoso sobre a escola, que vale a pena ouvir e voltar a ouvir, vezes sem conta...
É bom acreditar (e recordar) que a escola ainda representa o que este poema canta para muitos dos que a procuram e que encontram nela muitas vezes o único abrigo...
É preciso ter esperança na educação!



E com um búzio nos olhos claros
Vinham do cais, da outra margem
Vinham do campo e da cidade
Qual a canção? Qual a viagem?

Vinham p’rá escola. Que desejavam?
De face suja, iluminada?
Traziam sonhos e pesadelos.
Eram a noite e a madrugada.

Vinham sozinhos com o seu destino.
Ali chegavam. Ali estavam.
Eram já velhos? Eram meninos?
Vinham p’rá escola. O que esperavam?

Vinham de longe. Vinham sozinhos.
Lá da planície. Lá da cidade.
Das casas pobres. Dos bairros tristes.
Vinham p’rá escola: a novidade.

E com uma estrela na mão direita
E os olhos grandes e voz macia
Ali chegaram para aprender
O sonho a vida a poesia.

Maria Rosa Colaço

24.9.09

E/ou língua estrangeira?...

Comemora-se no próximo dia 26 o Dia Europeu das Línguas, proclamado pelo Conselho da Europa no final do Ano Europeu das Línguas, em 2001, e que pretende incentivar a aprendizagem das línguas entre todos os grupos etários, bem como destacar a importância da diversidade linguística. É importante partir do princípio que a aprendizagem de línguas é um processo que dura toda a vida e não se limita apenas à escola.
Segundo dados divulgados hoje pelo Eurostat, Portugal é o segundo país da União Europeia (UE) onde menos adultos falam uma língua estrangeira. Cerca de 51% de adultos entre os 25 e os 64 anos não falam qualquer língua estrangeira, contra 36,2% da média da UE. (Fonte: Público)
Estes dados não deixam de ser preocupantes, uma vez que o domínio de línguas estrangeiras é fundamental na economia moderna e no mundo do trabalho, que cada vez é mais global e competitivo.
Não podemos deixar de reflectir e de pensar o que está a ser feito neste momento a este nível, para a população adulta. Como reconhecer competências que a grande maioria dos adultos não possui?... Que políticas de formação existem e qual será o seu impacto na aprendizagem efectiva de línguas estrangeiras?... Continua, na minha opinião, a ser uma lacuna que terá que ser discutida em profundidade e que pede respostas e medidas urgentes, eficientes e eficazes.

Aprender? Sempre!



«A expressão aprendizagem "ao longo da vida" (lifelong) coloca a tónica no tempo: aprender durante uma vida, contínua ou periodicamente. A recém-cunhada expressão "aprendizagem em todos os domínios da vida" (lifewide) vem enriquecer a questão, chamando a atenção para a disseminação da aprendizagem, que pode decorrer em todas as dimensões das nossas vidas em qualquer fase das mesmas.

A dimensão "em todos os domínios da vida" coloca uma tónica mais acentuada na complementaridade das aprendizagens formal, não-formal e informal, lembrando que uma aquisição de conhecimentos útil e agradável pode decorrer, e decorre de facto, no seio da família, durante o tempo de lazer, na convivência comunitária e na vida profissional quotidiana. A aprendizagem em todos os domínios da vida faz-nos também perceber que ensinar e aprender são papéis e actividades que podem ser alterados e trocados em diferentes momentos e espaços.»

In Memorando sobre Aprendizagem ao Longo da Vida, Bruxelas, 2000.

8.9.09

Dia Mundial da Alfabetização


"A alfabetização é um direito humano, um instrumento de realização pessoal e uma ferramenta essencial para o desenvolvimento social e humano. As oportunidades educativas dependem da alfabetização. A alfabetização é a base da educação para todos, e essencial para exterminar a pobreza, reduzir a mortalidade infantil, restringir o crescimento demográfico, permitir a igualdade de género e assegurar o desenvolvimento sustentável, a paz e a democracia."


(Fonte: UNESCO)

18.3.09

Quem são os analfabetos afinal?...

Hoje tive uma experiência marcante, para juntar a tantas outras que vou vivendo nos percursos da vida. Hoje bateu-me à porta um senhor. Estava muito sujo, de barba por fazer, primeiro pensei (no pensamento estúpido que vamos formando na rotina dos dias...) que se tivesse enganado. Mas não, era mesmo para o Centro, percebi-o assim que se sentou e me disse, com um olhar vivo e brilhante, que há muito tempo que ouvia um anúncio na rádio por "causa de se voltar à escola". O mesmo olhar que reconheço sempre em quem tem curiosidade, em quem quer aprender, sempre mais e mais, contra o fatalismo da idade ou das convenções sociais. O senhor não tem quaisquer habilitações, não sabe ler nem escrever, apenas assinar o nome numa escrita rudimentar, que fez questão de me mostrar no novíssimo Cartão do Cidadão. Pegámos nesse mesmo cartão para tentar ver o que sabia o senhor afinal. Soletrou com orgulho: P-O-R-T-U-G-A-L. Não sabe juntar as letras, por isso, apesar de as soletrar, não sabia que ali estava escrito o nome do seu país. Fiquei esmagada. Não por ser a primeira vez que contactava com uma pessoa analfabeta ou por achar que não existem (há quem diga por aí que o analfabetismo em portugal é "residual..."). Felizmente vivo no mundo real, real demais. No mundo em que há um senhor de 68 anos que me diz: "tem-me feito mais falta ler e escrever do que o pão". No mundo em que no ano passado, recentemente, não foi autorizado um curso de alfabetização para 9 (N-O-V-E) pessoas. Porque eram só N-O-V-E. Não hei-de descansar enquanto essas nove pessoas, mais o senhor Artur, mais outras que estejam "perdidas" noutras instituições tenham a OPORTUNIDADE de ter o direito fundamental de aprender a ler e a escrever. Quando lhe disse que, neste momento, não tinha resposta para lhe dar, o senhor chorou e disse "nós é que precisávamos! tem-me feito tanta falta! eu não pude mesmo estudar, com 4 anos já andava a criar cabras". Este é o Portugal real, fora dos gabinetes onde se decide a certificação e/ou a qualificação. Deixei-me estar com o senhor Artur, sem olhar para o relógio, sem pensar em sistemas informáticos que tentam controlar o nosso tempo. E naquele momento ouvi aventuras vividas em França, em Espanha, e a dureza da vida que o afastou da escola, que agora procura, com 68 anos, disposto a ir "para onde for" para aprender a ler e a escrever. "Vai aprender", respondi-lhe.